4 de setembro de 2010

CARTA DE DOM ROQUE SOBRE A SITUAÇÃO POLÍTICA ATUAL

Aos cristãos católicos e a todas as pessoas de boa vontade,

Paz e bem!

O momento político atual é tempo favorável para “passar o Brasil a limpo”. Nós, como cristãos católicos, não podemos deixar de assumir nossa responsabilidade no processo eleitoral.

Fizemos uma boa caminhada no sentido da transparência das eleições, em suas diversas fases. Em Roraima, testemunhamos o esforço de membros do Ministério Público com o objetivo de impedir práticas políticas ilegais e desonestas. A lei nº. 9840/88, de iniciativa popular, provocou a cassação de muitos ocupantes de cargos públicos. Também de iniciativa popular é a lei da “Ficha Limpa”, que já está sendo aplicada no processo eleitoral em andamento.

No entanto, ainda resta muito a fazer. Existe algo que cada um de nós, e apenas cada um pode fazer: não aceitar, de jeito nenhum, a oferta de dinheiro ou de qualquer outra vantagem em troca do voto. Votar é um direito de cidadania, não tem preço. Nossa dignidade não pode ser comprada, nem vendida.

Entretanto, muitos se vendem, porque se há políticos que corrompem, há também eleitores e eleitoras que se deixam corromper. A responsabilidade pesa de ambos os lados, inclusive em termos de penalidades legais. Porém, a pena maior é para a própria população, que será governada por tais políticos por mais quatro anos.

Com base em valores éticos, princípios da Doutrina Social da Igreja e, diretrizes da CNBB queremos lembrar aos eleitores, no momento de escolher seus candidatos, alguns pontos importantes, sobretudo para nossa realidade de Roraima.



1. Conhecimento da vida passada do candidato e sua atitude diante da corrupção.


2. Conhecimento das propostas apresentadas em defesa da vida de todos, sem excluir ninguém.


3. Atenção especial a crianças e adolescentes, merecedoras de uma educação de qualidade.


4. Atenção aos mais necessitados, como doentes e idosos, favorecendo a saúde pública.


5. Compromisso com a causa indígena, assumindo suas consequências.


6. Incentivo aos pequenos agricultores e iniciativas de geração de emprego e renda.


7. Atendimento das necessidades das famílias residentes nas periferias das maiores cidades.


8. Atenção à ecologia, contra projetos devastadores e poluidores em nome do “progresso”.


9. Respeito aos direitos humanos, contra todo tipo de preconceito e discriminação.


10. Incentivo à participação dos cidadãos na elaboração de políticas e gestão de recursos públicos.



Uma palavra aos candidatos e candidatas:

Reconhecemos o esforço dos senhores e senhoras para bem se prepararem à disputa eleitoral. Consideramos positiva a vontade de submeter aos eleitores suas propostas e bandeiras, com uma postura ética de respeito aos adversários políticos, discutindo propostas objetivas de governo, sem agressões pessoais.

Como cidadãos e eleitores, esperamos que a campanha seja marcada por um debate fecundo e facilite às pessoas discernirem o melhor para construir um país justo e solidário.

Desejamos que o processo eleitoral nos ajude a crescer no exercício da cidadania, pois confiamos nos caminhos da política como meio privilegiado para promover o bem comum.



Boa Vista, 2 de setembro de 2010.


Dom Roque Paloschi

Bispo da Diocese de Roraima

11 de julho de 2010

Viagem de DOM ROQUE e de alguns Padres para a Terra Santa


Durante o mês de junho Dom Roque e os padres Mauro, Paulo, Revislande e Vantuy, juntamente com outros bispos e padres brasileiros participaram na peregrinação a Roma, para a conclusão do Ano Sacerdotal e depois na viagem na Palestina a terra de Jesus. Na volta dom Roque juntamente com os padres Paulo e Vantuy visitaram as Igrejas Irmãs de Piacenza e Vicenza, estiveram presentes na festa da Consolata em Turim e encontraram os amigos da Arquidiocese de Trento, visitando também a Rádio Studio 7, o semanário diocesano Vita Trentina, e enfim o Centro Missionário Diocesano onde tiveram uma conversa fraterna com o Pe. José Caldera atual Diretor do Centro Missionário e do Centro de Migrações. Os momentos vividos foram de muita fraternidade e intercâmbio sinal de um caminho de Igreja que nos ajuda a crescer e caminhar com maior vigor na fé e no seguimento de Jesus.

18 de maio de 2010

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos




Brasília, 12 de maio de 2010.


Caros irmãos e irmãs,


Paz e bem.


A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) se inicia no próximo domingo, 16 de maio, e vai até o dia 23. Portanto, serão oito dias de muitas alegrias, com celebrações que têm como norte o ecumenismo e tudo que ele representa: diálogo, companheirismo, caminhada, fé e unidade na diversidade.


A SOUC deste ano é histórica, isso porque, há 100 anos, missionários cristãos se reuniam na Escócia, por ocasião da Conferência Missionária de Edimburgo, com o objetivo de propor a unidade dos cristãos para a missão. Hoje a missão das igrejas é interna, pois evangelizam por meio do testemunho de que o diálogo intra e interreligioso é possível.


Por isso, cristãos de todo o mundo são chamadas a testemunhar o Cristo na unidade “para que o mundo creia” (João 17:21). Dessa forma, diferenças são eliminadas e objetivos fortalecidos, de modo que a busca pela unidade consegue permanecer mesmo na diversidade, enriquecendo o testemunho de fé.


Esse momento (SOUC) se caracteriza por duas premissas essenciais, a oração, que é capaz de elevar o ser humano a dimensões do sagrado e ao gesto concreto da realização da coleta, que tem por objetivo a manutenção dos trabalhos realizados pelo CONIC, na promoção da união entre os irmãos em Cristo. Sendo assim, de modo especial, somos convocados a valorizar essa data, realizando as celebrações e a coleta, a qual deverá ser depositada na seguinte conta:


Na certeza de que juntos somos e podemos muito mais, desejamos a todos uma abençoada Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.


Em Cristo, que nos une,


Pastor Sinodal Carlos Augusto Möller Rev. Luiz Alberto Barbosa


Presidente Secretário Geral

15 de maio de 2010

44ª Jornada Mundial dos meios de comunicação

“ O Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios actuais de comunicação.”



Estas palavras podem ser consideradas a sintese da mensagem que o Papa Bento XVI dirige aos cristãos e as pessoas de boa vontade por ocasião da quadragésima quarta jornada mundial das Comunicações Sociais cujo tema é: «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra».

Bento XVI, lembra aos padres, como este ano sacerdotal que se concluirá em 19 de junho em Roma, traz à tona uma reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral qual é a comunicação e o mundo digital. Um mundo que, oferece ao sacerdote novas possibilidades parea exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra, por isso, os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal. Hoje, continua o Papa, eles tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas para dar respostas adequadas às questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil. Porém a sua difusão aumenta a responsabilidade do anúncio e coloca o sacerdote no limiar de uma “história nova”, porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra. Isso significa que não se pode considerar a internet como um “marcar presença” ou um espaço a ser ocupado, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.



O difirencial que Bento XVI pede aos sacerdotes e à vida consagrada é que no mundo digital mais de que aprimorar a técnica adquiram uma sólida preparação teológica e uma forte espiritualidade, ferramenta necessária para comunicar a vida da Igreja e ajudar as pessoas a descobrirem o rosto de Cristo fazendo trasparecer o seu coração de consagrado e consagrada toda uma “rede” que abra a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral.



A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20). Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?



Padre Gianfranco Graziola

19 de abril de 2010

Dia dos Povos Indígenas

Mais que ser definido o dia dos Povos Indígenas ou da Consciência Indígena, deveriamos chamá-lo do dia dos Yanomami, dos Taurepang, dos Patamona, dos Wai-Wai, dos Sapará, dos Waimiri Atroarí, dos Macuxi, dos Wapichana e de tantos outros povos que fazem parte deste nosso Brasil que ainda não se reconhece como pluriétnico, pluricultural, pluriracial.
Quando cada ser humano terá um espaço, direitos iguais, quando serão superados os preconceitos será o dia em que poderemos celebrar e festejar o nascimento do verdadeiro Brasil.

4 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA

A TODOS OS VOTOS DE ABENÇOADA E SANTA PÁSCOA!
O Senhor Ressuscitou! Ele vive em nosso meio.
Mas porque a ressurreição aconteça é preciso remover as pedras de nossa vida.
Feliz Páscoa.

1 de abril de 2010

Começa o Tríduo Pascal


Começa hoje nas Paróquias, Áreas Missionárias, O tríduo Pascal, às 19.30 horas com a Celebração da Ceia do Senhor e o Lava-pés. Um canto conhecido das nossas comunidade diz: Prova de amor maior não há que dar a vida pelos irmãos. Outro também canta: onde haja caridade e amor, aí habita Deus.
Somo convidados a carregar com Jesus a esperança e os sofrimentos da humanidade para os transformar em vida. Boa vivência da Páscoa.