31 de maio de 2012

Os pobres do Brasil clamam por justiça

O site da CNBB desta útima terça feira (29) trazia um artigo de Dom Roque sobre o julgamento do caso Aldo Mota do qual aqui trazemos um resumo:

O assassinato de Aldo Mota em janeiro de 2003 em Roraima ainda causa indignação na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. O líder indígena, de 52 anos, foi encontrado morto por familiares da vítima em uma fazenda de propriedade de um ex- vereador. Quase 10 anos depois, o julgamento do caso na Justiça Federal se encerrou, no dia 18 de maio passado, com a absolvição dos acusados.

No julgamento, os acusados eram o antigo proprietário da Fazenda Retiro, o ex-vereador Francisco das Chagas Oliveira da Silva, conhecido como Chico Tripa, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ser o mandante do crime; Elisel Samuel Martin e Robson Belo Gomes, acusados de serem os executores do assassinato.
A decisão da Justiça trouxe insatisfação aos familiares de Aldo Mota. Conforme o coordenador executivo das regiões das serras, Júlio Macuxi, em entrevista ao Portal da Amazônia, houveram falhas na acusação durante o julgamento. “A família de Aldo vai recorrer da decisão”, comentou.

Para o bispo de Romaria, dom Roque Paloschi, esta morte está inserida no contexto da luta pela homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Em artigo, publicado hoje no site da CNBB, o bispo afirma que agora é um momento de reflexão e determinação, e não se deve desanimar na busca justiça neste caso.

“Os pobres e discriminados do Brasil clamam por justiça, a exemplo da viúva do Evangelho”, afirma dom Roque, ao recordar o caso Ovelário Tames, que foi parar nos tribunais internacionais em 1995. “O caso Aldo Mota não pode ficar na impunidade. Como é possível no Brasil moderno e democrático alguém ser assassinado e enterrado dentro de uma propriedade e tudo ficar como se nada houvesse acontecido?”, interroga o bispo.

20 de maio de 2012

Semana de oração pela Unidade dos Cristãos



Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo    (cf 1 Cor 15, 51-58)

Ao longo desta semana caraterizada pela novena de Pentecostes na esfera sul somos convidados a rezar pela unidade dos cistãos.

O CONIC afirma em sua carta aos membros das Igrejas cristãs:

"Cristãos unidos trabalharão pela vitória da vida em situações que parecem vitória das forças da morte: injustiça, desunião, violência, rancor. Com a colaboração fraterna de todos os cristãos, ficará mais visível nossa fé na força que nos vem do Ressuscitado. A vitória, aqui mesmo neste mundo, antes da transformação do fim da história, se dará através do serviço, da ajuda mútua, da promoção da autoestima de todos, da fraternidade entre as Igrejas que se unem para socorrer os necessitados". 




Inauguração da nova Sede da Radio Monte Roraima

Sexta feira 18 de maio de 2012 ficará como uma data memoravél para a Rádio Monte Roraima. Dom Roque Paloschi, Bispo da Diocese de Roraima, inaugurou solenemente as novas instalações da emissora, agora situadas no centro da cidade, perto da Igreja Matriz o berço da Evangelização em Roraima. 
Desde a sua chegada em Roraima em 2005, Dom Roque acreditando na força e no valor deste novo meio de evangelização incentivou e apoiou o seu crescimento com as palavras, mas sobretudo investindo na emissora seja em termos humanos, colocando o Pe. Paulo a frente da mesma e em termos economicos, sendo a nova sede da rádio expressão disso.


Em diversas ocasiões Dom Roque afirmou que se tivesse de escolher entre a construção da catedral e o sustento de emissora de rádio, sem exitação alguma escolheria a rádio, a nova catedral, o novo pulpito para fazer chegar a Boa Nova do Reino aonde as nossas limitações humanas não chegam. 



Agora para todos nós fica o desafio de fazer crescer a cada dia mais este meio de evangelização. A todos os sócios amigos e a quantos acreditam em nosso projeto de vida e cidadania o nosso muito obrigado. 







12 de maio de 2012

CONSELHO DIOCESANO DE EVANGELIZAÇÃO


Hoje 12 de maio de 2012 teremos o primeiro Conselho Diocesano de Evangelização. Partecipam deste encontro todos os missionári@s, os responáveis das paróquias e áreas missionárias, os responsáveis das Pastorais Diocesanas. 

"Então, Pedro tomou a palavra e disse: 'De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença."

29 de abril de 2012

14º Encontro Nacional de Articuladores/as do Grito

Aconteceu nos dias 13 a 15/04, em São Paulo, com a presença de 38 pessoas, vindas dos Estados PR, SP, RJ, ES, MG, DF, MT, MS, BA, PE, PB, CE, PI, MA, AM, RR, PA, no total de 17 Estados. Dia 13/04, Iniciamos, o encontro levantando os gritos espontâneos, submersos e organizados. Um estudo sobre desafios e potencialidades do Grito, que são muito próximos não podendo se distinguir dentre eles: (linguagem criativa,espaço de protagonismo, descentralização, manter processos)a) foco: cidadania, defesa dos direitos, cuidado para que o grito não se perca em um milhão de atividades, não repita o que os outros já fazem. Ter um cuidado com o foco para não dispersar. Parceira só é possível quando se mantem a própria identidade, parceira é respeito; b) Pedagogia: o grito é plural, é democrático, é dinâmico. Deve-se fugir do evento e pensar no processo, fugir da sociedade do espetáculo, o evento não transforma, a semente é que transforma, muda a realidade. c) Rotina, cansaço, repetição, banalização – isso é a morte. Para superar é necessário a criatividade local, regional, o recheio do grito é a criatividade local e assim, fugir da rotina, do mecânico. d) Institucionalização: burocratiza,o grito  vive da militância não com funcionários. e) Mística do grito: a vida em primeiro lugar. A vida com qualidade, (humana e do planeta). Ainda realizamos o Balanço da Conjuntura, ambos com a contribuição do Pe. Alfredo Gonçalves. Dia 14/04, prosseguimos no estudo, com a temática do Estado, origens, estrutura, contribuição Mandela da Cáritas. A tarde realizamos trabalho em grupos respondendo a pergunta de como potencializar o grito, objetivos, eixos, símbolos, pré-gritos, coletiva de imprensa e outros. Dia 15/04, síntese do dia anterior, conclusões e indicativos de trabalho e avaliação final.

Organização – Analogia da Copa;

 a. Arquibancada – tem muita gente na arquibancada da política, como envolver quem está olhando a política de longe e não entra no jogo, como trazer para o campo da política novos personagens, novos e mais protagonistas.

b. Bola – precisamos tomar posse da bola, e como fazer isso? Para tomar posse dessa bola precisamos descer aos porões, fazer missão, ir às periferias, aos grotões, as redes virtuais para atingir uma das camadas mais esquecidas.

c. Driblar – é a força do fraco. Somos um povo dos mais dribladores, driblamos os chefes, a fome, o bispo, o delegado, cardeal,. o drible é a estratégia.O drible é o escracho do Estado, é pulverizar o poder do forte! É entrar com outra gramática, com outra linguagem, com outra pedagogia.

d. Gol – é a meta, é o concreto, são as lutas reais, o grito precisa trazer rebeldia, símbolos, espaços para a indignação, painel da indignação, passeatas,... fazer a festa.

e. Esquema de jogo – contrapõe forças sociais e o neoliberalismo. Identifica quem é o inimigo e quem é o parceiro, e o poder de fogo de cada um. Articulando com parceiros. Organizar as Forças a nosso favor. Fazer memória, fotos, relatórios, campanhas, juntar forças, datas fortes, o jogo exige organização.

f. Defesa/ataque/meio de campo

8 de abril de 2012

Ressuscitou, Aleluia!

Ant. Aleluia, aleluia, aleluia.

Salmo 117(118),1-2.16ab-17.22-23

1Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
“Eterna é a sua misericórdia!”
2A casa de Israel agora o diga: *
“Eterna é a sua misericórdia!”

=16A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
a mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!”
17Não morrerei, mas ao contrário, viverei *
para cantar as grandes obras do Senhor!

22“A pedra que os pedreiros rejeitaram, *
tornou-se agora a pedra angular.
23Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: *
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

Ant. Aleluia, aleluia, aleluia.

7 de abril de 2012

Para preparar a Vigilia Pascal


De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo

(PG43,439.451.462-463)           (Séc.IV)

A descida do Senhor à mansão dos mortos

Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e
uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e
ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há
séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão
de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão
ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa.
Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito
e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E
com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre
os mortos, e Cristo te iluminará.

Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram
de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos
que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’

Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos
mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas
mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te,
saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de
escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado
debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre
os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos
judeus e num jardim, crucificado.

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê
na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza
corrompida.

Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o
peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti,
como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.

Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao
adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do
sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.

Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te
coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida;
eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te
guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.

Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito
nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os
tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.