Começou na quarta-feira, 25 de
julho, e termina nesta sexta-feira em Brasília (DF) o 13º Encontro
da Rede Brasileira de Comissões de Justiça e Paz. A promoção é da
Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB,
e reúne os representantes destas comissões e entidades afins de todo o
país.

“A ideia é que cada um retorne
para o trabalho em suas comunidades, movimentos, dioceses e
congregações, com ânimo renovado e mais articulados, já que aqui temos
também a perspectiva de fortalecer a nossa integração em rede, trocando
experiências”, explica o secretário-executivo da CBJP, Pedro Gontijo.
Na
abertura do encontro, foi realizado um momento de resgate da mística
sobre a tradição e o papel do leigo na Igreja, inspirado especialmente
pela herança do Concílio Vaticano II, como explica Pedro. “Percebemos
que a Igreja tem que ser fermento na massa, sal da terra, e a gente tem
que olhar o mundo com um olhar mais positivo, na perspectiva da missão,
da Igreja como Povo de Deus, que participa. Resgatar o Concílio é trazer
toda esta vibração para a Igreja no mundo inteiro”.
Os
participantes acompanharam na tarde e noite da quarta-feira uma análise
da conjuntura social e eclesial, e realizaram discussões em grupo. Na
quinta-feira, foi a vez de ouvir o comunicado das comissões sobre o
trabalho realizado, a fim de montar um painel sobre as ações das
Comissões pelo país.

“Nossas Comissões tem um histórico de luta
contra a corrupção eleitoral, e vamos avaliar a nossa articulação neste
momento”, afirma Pedro, recordando a conquista da Lei da Ficha Limpa.
“Este é o primeiro ano de uma efetiva aplicação desta lei, portanto um
momento importante de avaliar tudo isso também na perspectiva das nossas
comunidades”.
Na quinta-feira, houve a discussão do tema da 5ª
Semana Social Brasileira, organizado pela Comissão Episcopal Pastoral
para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB. “A principal missão das nossas
Comissões é promover a participação: nós, como Igreja, como leigos,
devemos participar dos processos de acompanhamento, de gestão do Estado,
do Legislativo e do Judiciário”, recorda o secretário da CBJP.