17 de novembro de 2011

Dom Aldo Mongiano revive nas palavras e nos corações

Palavras como mansidão, humanidade, silêncio, sabedoria, acompanharam as falas de apresentação do Livro de Dom Aldo Mongiano fazendo memoria dos vinte e um anos como Bispo de Roraima. Anos difíceis, de fortes contrastes, vividos por Dom Aldo muitas vezes no silêncio, com grande paciência e com a lungimirança de quem entravê na história humana o dedo de Deus que acompanha os passos dos seus filhos e filhas. E ainda, o grande apreço a um pai que, soube ver nos leigos o futuro da Igreja cuidando de sua formação e ofecendo-lhe cursos até fora da Diocese, colocando-se em atitude de escuta e nunca fechando a porta a quem fosse ter com ele, mesmo que a pensasse diversamente e fosse seu "inimigo".

Agradecidas e cheias de comoção foram também as palavra de Jacir Sousa, liderança Macuxi que partilhou com Dom Aldo a grande caminhada dos povos indígenas de Roraima na luta para o resgate da terra, suas tradições e maneira de viver. Um homem sábio, pastor vigilante, paciente, dialogante,formador de agentes pastorais, acreditando que os leigos devem ser o sal presente nas realidades aonde os padres, as irmãs não podem e não conseguem estar, palavras, expressões que abundaram nas falas da Irmã Elisa e do Pe. Sérgio, respectivamente, Superiora e superior provincial das Missionárias e Missionários da Consolata, companheiros de jornada de Dom Aldo na labuta da missão em Roraima.
Mas o que agora falta fazer é realmente mergulhar nas memorias de Dom Aldo através do Livro: Roraima entre profecia e martírio. Ai talvez cada um de nós, mesmo quem conhece e conversou com Dom Aldo, poderá encontrar e descobrir uma faceta inedita  do autor que, apesar dos apesares, passou vinte e um anos em Roraima ao lado dos pobres, entre eles os povos indigenas, os agricultores da agricultura familiar e naturalmente os exclusos das periferias da cidade. Faazemos votos que este livro sirva para renovar o pensamento e o coraçao de muitas pessoas que ainda precisam caminhar muito para ter um Roraima melhor.

Pe. Gianfranco Graziola



0 comentários:

Postar um comentário